Suspeita-se de cardiopatia congênita no período neonatal em presença de quatro sinais clínicos principais: sopro cardíaco, cianose, taquipnéia e arritmia cardíaca.Os cuidados de enfermagem prestados a uma criança com cardiopatia congênita devem ser estabelecidos e executados tão logo se suspeite do diagnóstico de defeito cardíaco congênito. Para o desenvolvimento do plano assistencial, é indispensável o cuidadoso levantamento de informações, voltado principalmente para avaliação da função cardíaca e detecção de sinais e sintomas característicos de complicações da cardiopatia de base. A literatura aponta diversos diagnósticos de enfermagem presentes em crianças com cardiopatias congênitas internadas em unidades clínicas e de recuperação pós-cirúrgica: nutrição desequilibrada: menos do que as necessidades corporais, risco para infecção, desobstrução ineficaz das vias aéreas, troca de gases prejudicada, hipertermia, risco para temperatura corporal desequilibrada, dor aguda, crescimento e desenvolvimento retardados, padrão de sono perturbado, risco para constipação e integridade da pele prejudicada. Ao serem considerados os problemas colaborativos, encontram-se geralmente as complicações potenciais: pneumonia, hipoxemia e efeitos adversos da terapia medicamentosa. É importante destacar que alguns estudos desenvolvidos com crianças, portadoras de cardiopatia congênita, avaliaram um aspecto específico do cuidado a essa clientela como, por exemplo, o atraso no crescimento e desenvolvimento.Os cuidados de enfermagem devem ser implementado sempre dentro da base diagnóstica, em função de suprir as necessidades prioritárias do momento.

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